Quarta-feira, 8 de Setembro de 2004

Nocturno com gatos


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Fernand Léger

gritam os gatos todo o serão estridências
de cio que não pressionam mas despertam
a minha gata levantamos as duas o olhar
eu do livro ela do sono redondo e aspiramos
uníssonas correntes de ar gotículas nas vidraças
não sei que cheiros lhe fazem fremir o negro nariz
fecho as cortinas espevito o lume domesticado
volto ao livro de vez em quando
os gritos trespassam a noite e pela incisão
começam a entrar cães de inverno e potros azuis

Soledade Santos


publicado por arcadajade às 02:09
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2 comentários:
De Anónimo a 9 de Setembro de 2004 às 22:55
Tu já o conhecias. Encontrei a imagem, agradou-me, relembrei o poema. jade
</a>
(mailto:noctcgatos@yahoo.com)
De Anónimo a 9 de Setembro de 2004 às 22:35
grande identificação entre as duas...gostei do poemaamélia
</a>
(mailto:amelia.pais@netcabo.pt)

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