Sábado, 21 de Fevereiro de 2004

Notre chat

Nous avions un chat
D'une fidélité exemplaire.
Pendant que les souris dansaient
Sous la chaufferette
Le nôtre somnolait.

Le temps s'est écoulé dans un sommeil profond
Les souris ont grandit et se sont multipliées.
Comme si elles étaient affamées depuis des années
Elles se sont plongées
Dans tout ce qu'il y avait sur place.

De laquelle voulez-vous qu'il s'occupe
Notre chat ?
Tout perplexe qu'il était
Il s'est mis à regarder
Et d'un côté et de l'autre côté.

Üzeyir Lokman Çayci (poeta turco, nascido em 1949)

 

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publicado por arcadajade às 17:09
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4 comentários:
De Anónimo a 25 de Fevereiro de 2004 às 23:51
Obrigada, LE., pela visita e pelo poema de Éluard, que vai integrar a Arca. Tem duas gatas? Então só pode ser gente boa :-)

Quanto aos gatos snobs, Amélia, não havia uma cantilena infantil sobre um gato maltês que tocava piano e falava francês? :-)jade
</a>
(mailto:jade@iol.pt)
De Anónimo a 25 de Fevereiro de 2004 às 22:12
São snobes, graças aos mimos. Coitadas, uma recolhi da rua, a outra, de uma gaiola, numa loja. 2 euros, simbólicos...LE.
(http://oceanus-occidentalis.weblog.com.pt)
(mailto:oceanus-occidentalis@sapo.pt)
De Anónimo a 25 de Fevereiro de 2004 às 16:15
gatos snobs...falando francês, hein?amelia
</a>
(mailto:amelia.pais@netcabo.pt)
De Anónimo a 25 de Fevereiro de 2004 às 02:16
GATO

"Pra não poisar senão um dedo
É demasiado grande o gato.
Com a cauda na cabeça,
Gira num círculo e a essa
Carícia ele corresponde nesse acto.
Mas o homem, à noite, vê os seus olhos
Cuja única virtude é a palidez.
São demasiado grandes pra esconder
E pesados prò vento perdido do sonho.
Sempre que o gato dança É só pra isolar essa prisão
E quando pensa
É até às fronteiras dos seus olhos."

Paul Eluard

Tenho duas gatas, lindas, também.LE.
(http://oceanus-occidentalis.weblog.com.pt)
(mailto:oceanus-occidentalis@sapo.pt)

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