Domingo, 27 de Outubro de 2013

TI VOGLIO BENE

                                     Fotografia de Elena Gromova-Kalminskay

publicado por arcadajade às 18:52
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Domingo, 20 de Outubro de 2013

Outubro

Fotografia de Nina Leen, publicada na Life.

 

publicado por arcadajade às 10:07
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Sexta-feira, 30 de Agosto de 2013

Canto décimo terceiro

De criança sempre gostei de canas
e roubava-as do rio
ainda verdes.
Deixava-as depois estendidas ao sol durante todo o verão
e recolhia-as, ligeiras,
como o sussurro dos mosquitos.

Quando no Inverno
os ossos estalavam de frio
e os gatos tossiam sobre o damasqueiro
corria até ao sótão
e metia as mãos no meio das canas quentes
ainda com todo aquele sol em cima.
                                                             

Tonino Guerra, Mel

 

Gato preto sentado no gelo - foto encontrada em portugues.torange.biz/


publicado por arcadajade às 12:37
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Quarta-feira, 28 de Agosto de 2013

Rentrée

fotografia de Alain Laboile
publicado por arcadajade às 09:52
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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013

...

Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres.

 

Enriquez - Bardotti - Chico Buarque, in Musical Infantil Os Saltimbancos, 1977

 

fotografia de Boyana Petrova

publicado por arcadajade às 22:49
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Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Os escravos

                                                            Fotografia de Daniel Mordzinski

 

No início, Deus criou o gato à sua imagem.
E achou que estava bem.
E de facto estava mesmo bem.

Mas o gato era preguiçoso,
Não queria fazer nada.
Então, alguns milhares de anos mais tarde, Deus criou o homem,
Com o fim único de servir o gato,
De ser seu escravo até ao final dos tempos.

Ao gato, Deus tinha dado a indolência e a lucidez;
Ao homem, concedeu a neurose, o dom da bricolage e a paixão do trabalho.
E o homem entregou-se-lhes alegremente.
Durante séculos, ergueu uma civilização toda baseada na invenção,
na produção e no consumo intensivos.

Civilização com uma única e secreta finalidade:
proporcionar ao gato conforto, morada e abrigo.

 

Jacques Sternberg, tradução da arcadajade

 

publicado por arcadajade às 19:27
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Segunda-feira, 8 de Abril de 2013

...

 

25 de outubro de 1881 - 8 de abril de 1973





publicado por arcadajade às 13:20
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Domingo, 17 de Março de 2013

Senhores silenciosos dos telhados


       fotografia de Ebru Sidar


Senhores silenciosos dos telhados,

sombras dotadas de corpo,

lânguidos e alheios,

menos em março:

gatos.

Em março são provisoriamente animais

e depois regressam à inalcançável altura da sua solidão.

 

Luciano Moreira, in DiVersos 18, Poesia e Tradução, Fevereiro, 2013

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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013

P&B

 

 

 

 

 

 

                                                                                          fotografias de Sara Zanini

publicado por arcadajade às 19:36
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013

Dois gatos de Bocage

 Dois bichanos se encontraram 

Sobre uma trapeira um dia:
(Creio que não foi no tempo
Da amorosa gritaria).

De um deles todo o conchego
Era dormir no borralho;
O outro em leito de senhora
Tinha mimoso agasalho.

Ao primeiro o dono humilde
Espinhas apenas dava;
Com esquisitos manjares

O segundo se engordava.


Miou, e lambeu-o aquele
Por o ver da sua casta;
Eis que o brutinho orgulhoso
De si com desdém o afasta.

Aguda unha vibrando
Lhe diz: ''Gato vil e pobre,
Tens semelhante ousadia
Comigo, opulento, e nobre?

Cuidas que sou como tu?
Asneirão, quanto te enganas!
Entendes que me sustento
De espinhas, ou barbatanas?

Logro tudo o que desejo,
Dão-me de comer na mão;
Tu lazeras, e dormimos
Eu na cama, e tu no chão.

Poderás dizer-me a isto
Que nunca te conheci;
Mas para ver que não minto
Basta-me olhar para ti.''

''Ui! (responde-lhe o gatorro,
Mostrando um ar de estranheza)
És mais que eu? Que distinção
Pôs em nós a Natureza?

Tens mais valor? Eis aqui
A ocasião de o provar.''
''Nada (acode o cavalheiro)
Eu não costumo brigar.''

''Então (torna-lhe enfadado
O nosso vilão ruim)
Se tu não és mais valente,
Em que és sup'rior a mim?

Tu não mias?'' - ''Mio.'' - ''E sentes
Gosto em pilhar algum rato?''
''Sim.'' - E o comes?'' - ''Oh! Se como!...''
''Logo não passas de um gato.

Abate, pois, esse orgulho,
Intratável criatura:
Não tens mais nobreza que eu;
O que tens é mais ventura.''

 

                   Manuel Maria Barbosa du Bocage

publicado por arcadajade às 23:00
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