Micro, o belo tigrado laranja de olho azul, era o pai da Jade. Cumpriu o seu tempo. Foi-se com a lua cheia.
NASCEMOS PARA O SONO
Nascemos para o sono,
nascemos para o sonho.
Não foi para viver que viemos sobre a terra.
Breve apenas seremos erva que reverdece:
verdes os corações e as pétalas estendidas.
Porque o corpo é uma flor muito fresca e mortal.
Poesia Mexicana do Ciclo Nauatle (mudada para o português por Herberto Helder em Poesia Toda, Assírio & Alvim, Lisboa, 1990)