Terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Pop

blake

 

Peter Blake, The Owl and the Pussycat, 1981


 

 

I

The Owl and the Pussy-cat went to sea
    In a beautiful pea green boat,
They took some honey, and plenty of money,
    Wrapped up in a five pound note.
The Owl looked up to the stars above,
    And sang to a small guitar,
'O lovely Pussy! O Pussy my love,
      What a beautiful Pussy you are,
          You are,
          You are!
What a beautiful Pussy you are!'

 

II

Pussy said to the Owl, 'You elegant fowl!
    How charmingly sweet you sing!
O let us be married! too long we have tarried:
    But what shall we do for a ring?'
They sailed away, for a year and a day,
    To the land where the Bong-tree grows
And there in a wood a Piggy-wig stood
    With a ring at the end of his nose,
          His nose,
          His nose,
With a ring at the end of his nose.

 


III

'Dear pig, are you willing to sell for one shilling
    Your ring?' Said the Piggy, 'I will.'
So they took it away, and were married next day
    By the Turkey who lives on the hill.
They dined on mince, and slices of quince,
    Which they ate with a runcible spoon;
And hand in hand, on the edge of the sand,
    They danced by the light of the moon,
          The moon,
          The moon,
They danced by the light of the moon.

 

Edward Lear, Nonsense Poetry and Art

publicado por arcadajade às 21:13
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Adormecidos

 

Franz Marc

 

publicado por arcadajade às 17:57
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Sábado, 13 de Outubro de 2007

estórias verdadeiras com gatos dentro


Franz Marc, Gato em almofada amarela


Sempre gostei de gatos.
O meu petit nom deve-se a eles.
Quando era petiz roubava todos os gatos que encontrava nas ruas.
Levava-os para casa, ficava feliz.

Minha Mãe safava-se deles...inventava uma cena para justificar o seu desaparecimento.
Na esperança de que um dia eles ficassem para sempre, eu insistia em trazer mais gatos e, não bastando este acrescento de família, até crianças da rua, que saltavam e bricavam comigo em estórias inventadas de bibe. Era um sufoco, concordo, para minha Mãe que tinha que alimentar a gataria e a miudagem toda acampada lá em casa.

O processo repetia-se e os longos sermões, para me demoverem de tais comportamentos. Tudo isso entrava por um ouvido e saía por outro ( deve ser por isso que a Natureza nos dotou com dois ouvidos, e não três, nem um.)
Certa ocasião levei uma sova.
Desta vez jurei a mim mesma que havia de recompensar-me de tal injustiça.
Passaram alguns anos, tinha à volta de quinze para dezasseis primaveras,decidi desaparecer de casa, para dar uma lição mestra a minha Mãe.

(Nessa altura já tinha entrado para a Faculdade, e valeu-me uma Madre - era assim que se chamava à Freira Mestra das Residências para universitárias - a quem propus a minha estadia ali, e o pagamento dela após o meu primeiro trabalho, o que foi integralmente cumprido.)

Agora percebo porque os gatos fazem parte de mim, da minha rua, do meu prédio, da minha cidade, do mundo.
Hoje dedico-me a outras tarefas...

 


maat


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Domingo, 22 de Abril de 2007

Mariotti

Giuseppe Mariotti, Virgínia à janela, 2000

 

Giuseppe Mariotti, Gatinho, 2001



 

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Quinta-feira, 19 de Outubro de 2006

Marcella

Kirchner - 1910

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Terça-feira, 25 de Julho de 2006

Mulher, orquídea e gato

Christian Shade, Marcella

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Quarta-feira, 24 de Maio de 2006

história de um sofrido filho da mãe

Alfredo Zalce
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


uma noite chegou à minha porta, pele e ossos molhado batido
assustado,
era um gato branco estrábico rabão.
deixei-o entrar alimentei-o foi mais um em casa
deu-me a sua carinhosa confiança,
até que um dia um fulano,
estacionado na minha garagem,
passou com o automóvel por cima do gato estrábico rabão.
levei imediatamente o que dele restava a um veterinário que disse:
"não há muito a fazer... dê-lhe estes comprimidos... tem a espinha
partida, mas já antes foi partida e de algum modo
conseguiu sarar, se sobreviver não voltará a andar, olhe
estas radiografias, deram-lhe um tiro,
veja estes pontos escuros,
são chumbadas enquistadas... além disso já teve cauda
e alguém lha cortou...»
levei o gato para casa, era um verão quente um
dos mais quentes em décadas, pus o gato no chão do quarto de banho,
dei-lhe água, os comprimidos, não queria comer nem beber,
eu mergulhava o dedo em água, humedecia-lhe a boca
e falava com ele, nesse verão não saí, passei muitos dias
no quarto de banho falando com o gato, acariciando-o suavemente,
ele olhava-me com aqueles olhos que se cruzavam
e os dias passavam.
uma tarde fez o seu primeiro movimento
arrastando-se com as patas dianteiras
(as traseiras não queriam mover-se)
chegou até ao canto onde lhe tinha preparado a cama
arrastou-se mais um pouco e deixou-se cair nela.
foi como o som de um clarim pressagiando a vitória possível,
ensurdecendo o quarto de banho, espalhando-se pela cidade.
então contei ao gato que também eu tinha passado um mau bocado, não tão mau como o dele,
mas bastante mau...
uma manhã ergueu-se, ficou imóvel sobre as patas e logo caiu de costas, olhava-me mansamente.
"és capaz" disse-lhe.
ele insistiu, levantava-se e tornava a cair, uma vez e outra,
finalmente
deu uns poucos passos, era a viva imagem de um bêbado
as patas recusavam-se a obedecer-lhe, caiu outra vez, descansou
e de novo se ergueu.
conhecem o resto da história: está melhor que nunca.
estrábico, quase sem dentes, mas recuperou a graça e aquele olhar
pícaro nunca o abandonou.
algumas vezes fazem-me entrevistas, querem saber
da minha vida, da minha literatura,
embriago-me, levanto nos braços o meu gato
estrábico, ferido com bala, atropelado duas vezes, rabão
e digo: "olhem, olhem isto!!!"

eles não entendem nada, insisto, nada de nada, perguntam
algo como: "reconhece influências de Celine?"
"não", ergo o meu gato, "por causa do que acontece, coisas
como esta, como esta!!!"
sacudo o meu gato, levo-o
para a luz enevoada de fumo e álcool, está sereno, ele sabe...

e nesse momento a entrevista termina.
às vezes sinto-me orgulhoso quando vejo as fotografias,
lá estou eu, lá está o meu gato, fomos
fotografados juntos,
também ele sabe que são ninharias, mas de algum modo ajudam-nos.


Charles Bukowski (tradução da arcadajade, a partir da versão espanhola de Esteban More)
publicado por arcadajade às 18:17
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Domingo, 23 de Abril de 2006

Hay un gato en la mesita


Angel Berbel

publicado por arcadajade às 16:15
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2006

O grito

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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2005

Qiangli Liang

Qiangli Liang2.JPG

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